Ilona Szabó, presidente do Instituto Igarapé e da Green Bridge Facility, publicou recentemente um artigo na Folha de S.Paulo sobre o papel fundamental da inteligência territorial em investimentos baseados na natureza. Ela observa que, embora o Brasil tenha assumido compromissos ambiciosos de zerar o desmatamento e restaurar 12 milhões de hectares até 2030, os investidores continuam com pé atrás, especialmente em relação à Amazônia. Szabó enfatiza que destravar todo o potencial da bioeconomia depende de gerenciar proativamente os riscos para atrair capital responsável.
Segundo Szabó, a solução reside na inteligência territorial, que utiliza dados, tecnologia e parcerias para compreender e mitigar riscos em áreas específicas, conectando o desenvolvimento ao bem-estar das comunidades e à sustentabilidade ambiental. De fato, a plataforma KYT-e ilustra que risco e oportunidade frequentemente coexistem, com quase metade dos municípios amazônicos classificados como de “alta oportunidade” para soluções baseadas na natureza (SbN). Isso reforça ainda mais a importância de decisões informadas e baseadas em dados que promovam uma relação de ganha-ganha entre a economia, a sociedade e o planeta.