Transforming Territories Through Place-Based Regeneration and Hospitality

Em todo o mundo, o setor de viagens e turismo atravessa um ponto de inflexão histórico. Pressões crescentes decorrentes das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade, do turismo excessivo, da sobrecarga da infraestrutura e da resistência das comunidades locais evidenciam os limites do modelo tradicional e de abordagens incrementais de sustentabilidade. Embora o turismo siga sendo um importante motor econômico, responsável por cerca de 10% do PIB global e mais de 330 milhões de empregos, seus impactos negativos podem ser profundos quando não orientados por uma lógica territorial.

Nesse contexto, a hospitalidade regenerativa surge como uma resposta transformadora. Em vez de se limitar a reduzir danos, ela propõe o turismo como catalisador da restauração ambiental, do fortalecimento da resiliência comunitária e da geração de benefícios líquidos positivos para pessoas e territórios. Não se trata de um produto ou certificação, mas de uma forma de pensar e operar que respeita a singularidade dos lugares, promove a saúde dos sistemas vivos e cria valor compartilhado no longo prazo.

O Projeto Ibiti, em Minas Gerais, é um exemplo emblemático dessa abordagem. Desde 1982, o Ibiti regenerou mais de 6.000 hectares, restaurou a biodiversidade, fortaleceu vínculos comunitários e reposicionou a hospitalidade como motor de transformação territorial, integrando natureza, cultura, bem-estar e economia local.

Por meio de experiências imersivas, cocriação e observação em campo, participantes exploraram como a hospitalidade regenerativa funciona na prática e como pode ser adaptada a outros contextos. Este relatório se apoia nos aprendizados do “Regenerative Hospitality Lab Immersion”, realizado em 2025 por Regenopolis, Regen Studio e projeto Ibiti,  iniciativa da qual o Instituto Igarapé, por meio de seu braço de impacto, o Green Bridge Facility, participou e foi coautor do documento.

Com base nesses achados, o documento coloca em prática o “Manifesto de Lausanne para a Hospitalidade Regenerativa” e apresenta uma visão prospectiva para o campo. A mensagem central é clara: a regeneração já está em curso. O desafio – e a oportunidade – está em fazer avançar essa transição por meio da colaboração, da aprendizagem coletiva e de práticas enraizadas no território.

 

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